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Quarta-feira, 30 de Abril de 2008

A infância que temos hoje… Por Lara Guina


Muito se tem falado ultimamente acerca da depressão, pois nunca esta doença foi tão frequente quanto é hoje. Negada durante muitos anos, a depressão na criança é hoje uma realidade unanimemente aceite pela Psiquiatria e pela Psicologia. A ideia da infância como um período tranquilo, protegido de todas as preocupações, conduziu a que, durante muito tempo, não se pusesse sequer em causa que durante a infância não poderia existir sofrimento psicológico.
Hoje em dia, os pais não têm tempo para brincar ou conversar com os filhos porque chegam tarde a casa e os filhos ou têm de estudar, ver televisão ou jogar consola, o que faz com que as relações de pais e filhos se deteriorem com o tempo. Por vezes as crianças ou adolescentes tentam chamar a atenção dos pais fazendo alguma asneira, com o objectivo de serem repreendidos e de não serem ignorados.
Os pais com os seus problemas e stress no trabalho acabam por não se aperceberem do que se passa no seu ambiente familiar. Andam sempre a correr de um lado para o outro, pois muitos pais têm três empregos ou mais. E quando chegam a casa além dos problemas que trazem, trazem também trabalho para acabar. Isto faz com que os filhos se refugiem no seu mundo e não se relacionem de forma saudável com os seus pais. As crianças sentem-se tristes, aborrecidas, frustradas e podem desenvolver uma depressão infantil.
Quanto mais nova é a criança, maior tendência tem para exprimir corporalmente a sua tristeza, através de dores sem uma explicação física para tal, dificuldades respiratórias, eczemas ou alergias da pele, vómitos. A regressão também poderá ser um sintoma, pois a criança adopta comportamentos que já havia ultrapassado (chupeta, fralda). As dificuldades escolares e de concentração, a falta de confiança em si própria, os sentimentos de inferioridade e o isolamento ocupam um lugar privilegiado na manifestação da angústia que vive. As perturbações do comportamento alimentar e do sono poderão estar também presentes. Assim, a criança pode perder o apetite ou, pelo contrário, surgir um aumento da tomada de alimentos. A criança pode ter dificuldades em adormecer, ter pesadelos ou mesmo terrores nocturnos.
É importante que os pais não se esqueçam que os seus filhos precisam de carinho, atenção e que se sintam amados. Depois do trabalho, os pais, poderão ajudar os filhos na realização dos trabalhos de casa, fazerem actividades em família, como por exemplo, um passeio de bicicleta, um piquenique, por vezes podem tentar sair um pouco mais cedo do trabalho e irem buscar os filhos à escola. Os pais podem pensar que estas pequenas coisas são insignificantes e que os filhos não iriam dar o devido valor aos seus esforços, mas enganam-se, um só gesto destes faz toda a diferença! Se uma criança está deprimida é porque tem falta de amor.


Terça-feira, 29 de Abril de 2008

Uma semana negra para o Presidente da República


A semana que passou foi uma semana negra para sua Exa. o Sr. Presidente da República. Com efeito, a viagem à Madeira foi cheia de atropelos. Alberto João Jardim deixou bem claro que não receberia o Presidente na Assembleia Legislativa uma vez que os deputados de tal câmara eram “uma cambada de loucos.” O uso de tais expressões injuriosas por João Jardim são democraticamente intoleráveis. Aliás, o ao longo dos tempos o mesmo vem usando e abusando de tais expressões utilizadas contra os seus adversários políticos e até contra os jornalistas.
Lamento que o Sr. Presidente da República não tenha reagido a tal falta de respeito, de educação e de sentido democrático por parte de Jardim. Esse mesmo Jardim que há uns anos apelidou o hoje Presidente de “Sr. Silva”, defendo a sua expulsão do PSD. Em vez de uma forte reacção presidencial assistimos a uma visita com cheiro a inibição por pare do Chefe de Estado, o qual demonstrava não estar minimamente à vontade com tal situação e que, no último dia de visita rasgou fortes elogios a Jardim, dando-lhe desta forma força à conduta que tem vindo a ter ao longo do tempo e que esta semana já foi dirigida à Dra. Manuela Ferreira Leite e a semana passada ao Dr. Aguiar Branco a quem igualmente apelidou de “louco”.
Contudo, a semana cinzenta do Presidente não acabou por aí. No dia 25 de Abril, na sessão solene na Assembleia da República, faltou o cravo vermelho na lapela do casaco do chefe de estado. Já estamos habituados a que os deputados do PSD e do CDS não simpatizem com o cravo e não o utilizem em tal cerimónia, mas confesso que não esperaria tal falta por parte do Presidente.
Mas ainda vinha mais, na sua mensagem, alertou o Sr. Presidente para o facto dos jovens pouco saberem sobre a revolução de Abril e caber aos políticos tomar medidas para que tal revolução seja colocada no devido lugar nos manuais escolares. Só que, mal acabou a sessão, o Presidente foi de imediato alvo de criticas pois que tinha sido Primeiro Ministro durante 10 anos pouco tinha feito relativamente a esse facto, apesar de então ter como ministra da educação a hoje candidata a presidente do PSD, Dra. Manuela Ferreira Leite.
Na política como na vida, o tempo encarrega-se de trazer a verdade ao de cima e, cada vez me congratula mais de ter votado em Manuel Alegre para presidente da República.

Sábado, 26 de Abril de 2008

Música de Domingo

Um momento inesquecivel....
Mário Soares, Presidente da República, condecora Amália

Será este o próximo presidente do PSD???

Quarta-feira, 23 de Abril de 2008

Crianças com medos – como as ajudar…Por Lara Guina


É natural que as crianças tenham alguns medos. Estes são completamente normais e são fruto do próprio desenvolvimento da criança.
Ao longo do seu crescimento, a criança é todos os dias confrontada com novos desafios. Os medos acabam por andar a par e passo com a sua própria aprendizagem diária e, como o que é desconhecido assusta, é natural que a criança se sinta ameaçada, mas depois de ultrapassado transforma-se em nova aprendizagem e pode passar-se à fase seguinte.
O que é importante é que a criança aprenda a ultrapassar os seus medos, primeiro conhecendo-os e tomando consciência deles e, de seguida arranjando estratégias para os dominar. Muitos dos medos que as crianças têm estão relacionados com questões da dor física: medo de levar “picas”, de ir ao médico, de ser mordida por um cão. Mas podem também assumir outras formas, como por exemplo: medo do escuro, de monstros, de papões, bruxas, do lobo mau.
É importante que os pais tenham um papel activo na ajuda à superação dos medos dos seus filhos. Para isso será preponderante que os pais ouçam atentamente e respeitem aquilo que a criança tem para lhes dizer. Aquilo que para os adultos poderá ser insignificante, para a criança tem uma dimensão completamente diferente, pois para ela, o medo faz todo o sentido. Deixar que a criança exprima os seus medos e, sinta que tem sempre espaço para o fazer, vai ajudá-la a enfrentá-los melhor, a viver com eles, a controlá-los e a libertar-se deles. Assim, a criança descobre formas de ultrapassar os seus medos, construindo as suas próprias estratégias e defesas.
O que também poderá ajudar a criança é uma breve explicação de que é normal ter medo e, dizer-lhe que, assim como, nos sentimos zangados, satisfeitos, tristes, também podemos ter medo. Os pais também poderão falar-lhe dos seus próprios medos quando tinham a idade dela e da forma como os ultrapassou e, explicarem-lhe que os monstros ou papões de que ela fala não existem, mas que, tal como ela, há outras pessoas que também pensam nisso.
Ajudar a criança a compreender as razões que a levam a ter medo facilita a superá-lo. Talvez perguntar-lhe os porquês dela ter medo e pô-la a falar sobre o que ela própria pensa que origina os seus medos, vai levar-lhe a pensar nesses medos e que a tomar consciência deles e das razões que estão por detrás, ajudando-a a arranjar soluções. Pensando no que poderá estar na origem dos seus medos, poderá mesmo levá-la a chegar à conclusão que não existe razão para os ter e, quando isto acontecer é muito importante que a criança seja valorizada, de forma a que se sinta satisfeita e orgulhosa de si própria.




Lara Guina – Psicóloga Clínica
psicologa@filomarketing.eu

Terça-feira, 22 de Abril de 2008



Autarquia promove a criação de espaço dedicado ao bem estar físico e psíquico

No sentido de promover e desenvolver um espaço dedicado ao bem-estar físico e psíquico da população Santacombadense, a Câmara Municipal e a Associação de Profissionais de Desporto e Educação Física do Concelho de Santa Comba Dão (APDEF) assinaram um Protocolo de Colaboração.
No novo espaço, designado de “Feel Good” e localizado no Pavilhão Gimnodesportivo da cidade, será desenvolvido um ginásio onde pode encontrar-se diverso equipamento de cardio-fitness, musculação e aulas de grupo devidamente orientadas por professores credenciados na área.
Para além das actividades já referidas, a APDEF tem também previsto a criação de um espaço dedicado à recuperação/tratamento de pessoas com dificuldades de locomoção, que irá funcionar com o acompanhamento de um fisioterapeuta e com o necessário equipamento para este tipo de tratamento.
Com abertura prevista para o mês de Maio, o “Feel Good” irá funcionar de segunda a sábado (inclusive).
in www.cm-santacombadao.pt

Quinta-feira, 17 de Abril de 2008

Luís Filipe Menezes abandona liderança do PSD

Luís Filipe Menezes demitiu-se hoje à noite da presidência do PSD. O líder dos sociais-democratas convocou eleições directas antecipadas para o dia 24 de Maio.
in www.publico.pt

Leonel Gouveia nomeado adjunto do Gabinete de Apoio ao Governador Civil

Leonel Gouveia, recentemente eleito Presidente da Comissão Politica do Partido Socialista de Santa Comba Dão, Vereador pelo mesmo partido na Autarquia daquela cidade, licenciado em Biologia e Geologia, sendo professor do ensino secundário, foi nomeado para desempenhar as funções de Adjunto do Gabinete de Apoio ao Governador Civil de Viseu.
Não podemos deixar de manifestar agrado por tal nomeação, por vermos um santacombadense a desempenhar um lugar de destaque, desejando as maiores felicidades no exercício das suas funções.

Domingo, 13 de Abril de 2008

Casa bem guardada....

In www.portugalnoseumelhor.com

Sábado, 12 de Abril de 2008

Música de Domingo - Tuna Bruna - Caldas da Rainha - 1999

Hoje recuo quase 10 anos....
Eis a tuna de que fiz parte, numa das dezenas de actuações que realizámos nas Caldas da Rainha....
De realçar o apresentador de serviço e o porta estandarte de então....
Que saudades...

O que é a Enurese? - Por Lara Guina



Para além de um constrangimento para os pais, esta disfunção limita as actividades sociais da criança, em vários aspectos, podendo levar a criança a isolar-se.
A enurese é a emissão repetida de urina, durante o dia ou durante a noite, na cama ou nas roupas, em crianças com 5 anos de idade. Na maioria dos casos é involuntária, mas por vezes poderá ser intencional.
A enurese pode ser só nocturna, ou só diurna, ou ainda, nocturna e diurna. A mais frequente é a enurese nocturna e que ocorre de noite, durante o sono da criança. A enurese diurna é mais frequente nas raparigas e pode dever-se a um adiamento da parte da criança em ir à casa de banho ou, então, a uma súbita vontade de urinar.
Estas crianças têm vergonha em assumir perante outras pessoas o seu problema. Assim, passar uma noite fora de casa é para elas uma preocupação. Também, poderão, apresentar uma baixa auto-estima por pensarem que são as únicas que ainda fazem chi-chi na cama com aquela idade e também por serem gozadas pelos colegas. É frequente serem crianças com problemas de concentração devido a terem de se levantar várias vezes por noite para trocarem os lençóis, o que acaba por causar dificuldades de aprendizagem.
O risco de uma criança poder vir a apresentar enurese aumenta se o seu pai ou a sua mãe também passaram pela mesma situação em criança, se faleceu um familiar muito próximo, se os pais se estão a divorciar, ou ainda, se nasceu um irmão. Esta “incontinência” poderá ter diversas causas, que são diferentes de caso para caso, que podem ser hereditárias ou emocionais.
É importante que os pais se dirijam, numa primeira consulta, ao pediatra da criança e a um psicólogo, ou ainda ao hospital, com o objectivo de ajudar os filhos a superarem a enurese. É importante que a criança se sinta motivada para melhorar, podendo os pais em casa também ajudarem, como por exemplo, lembrarem a criança de ir à casa de banho antes de dormir, não falar sobre o assunto a outras pessoas quando a criança está presente, não envergonhar nem castigar a criança, dar-lhe banho antes de ir para a escola de maneira a que odor não seja alvo de gozo por parte dos colegas e evitar o uso de fraldas, o que provocaria um retrocesso na criança.


IN DEFESA DA BEIRA, Lara Guina - Psicóloga Clínica - laraguina@hotmail.com

Olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço

Foi anunciado que o Governo vai fazer uma “caça” aos contratos precários, designadamente aos sucessivos contratos a termo que impedem os trabalhadores de entrar nos quadros das empresas e, acima de tudo aos chamados recibos verdes (prestação de serviços).
Esta medida é de aplaudir. Com efeito, a precariedade laboral empurra os jovens saídos das faculdades, para o “mercado negro” da precariedade, impedindo-os tantas vezes de comprar casa, casar ou de constituir família.
Só que, parece que o Governo foi ingénuo e esqueceu-me que um dos piores empregadores é o próprio Estado. Exemplo disso, é o caso dos enfermeiros, os quais prestam trabalho no mesmo local, há vários anos com miseráveis contratos a prazo.
É caso para dizer “Olha para o que eu digo e não olhes para que eu faço.”

Quinta-feira, 10 de Abril de 2008

Exposição


Comemorações do 25 de Abril


Quarta-feira, 9 de Abril de 2008

«É totalmente insatisfatória a situação» do PSD

presidente da Mesa do Congresso do PSD falava no Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG), onde decorreu hoje um debate sobre finanças públicas promovido pelo PSD.Ângelo Correia apontou dois objectivos para o PSD: «Refazer a qualidade do partido, que foi perdida nos últimos anos, e refazer a necessidade de pensar».Questionado se isso está a ser feito pela direcção de Luís Filipe Menezes, respondeu: «Ainda não. Para mim, é totalmente insatisfatória a situação. É preciso o partido dedicar-se muito mais a pensar, a reflectir e a falar com o País.»«Sem isso, estaremos longe de criar as condições para os portugueses sentirem que somos melhores. Ninguém se intitula melhor do que outros. O que é essencial é provarmos, no trabalho, no estudo, na dedicação, na inteligência, na inovação», acrescentou.De acordo com Ângelo Correia, «o líder do PSD [Luís Filipe Menezes] está empenhado nisso».O ex-mandatário nacional da candidatura à liderança do partido de Luís Filipe Menezes referiu que deu «uma volta» na sua vida para regressar à política activa.Interrogado se esse regresso valeu a pena, respondeu: «Só se pode fazer um balanço final quando acabar o mandato desta direcção. Até agora, o meu balanço não é satisfatório.»Segundo Ângelo Correia, «os meses de Janeiro a Março foram três meses perdidos, com disputas internas por razões menores».
in TSF

Domingo, 6 de Abril de 2008

Não abandone o seu animal de estimação

Anuncio que passou nas Televisões há uns anos...
Pense nisso, antes de abandonar o seu animal...
E já agora, uma migalha do que se está a gastar no Largo do Municipio daria, seguramente, para constuir um canil municipal em Santa Comba Dão...
É tudo uma questão de prioridades...

Terceira - A ilha que é uma festa


Há boa maneira da Terceira, uma pequena aldeia com uma bela praça que contém os dois símbolos da ilha: Os Impérios e as fontes

IP3 Requalificado = Primeiro Ministro de parabéns

O Governo vai ligar Coimbra a Viseu através de uma nova auto-estrada, num investimento que deve estar concluído em 2011, mas promete, ao mesmo tempo, requalificar e manter em funcionamento o traçado actual do IP3. "Pretende-se fazer do IP3 uma alternativa para o tráfego local", comentou ontem Santinho Faísca, da empresa Estradas de Portugal, ao apresentar vários projectos da empreitada que o Governo denomina "Auto-estradas Centro". Na mesma cerimónia, realizada na Câmara de Penacova, o presidente da edilidade, Maurício Marques (PSD), manifestou-se "feliz por o IP3 não ser esquecido" pelo Governo, apesar de ser substituído por uma auto-estrada. Esta vai ligar Coimbra a Viseu, com passagem pela Mealhada, Mortágua e Santa Comba Dão. E terá portagens.O velho IP3, onde o Governo contabilizou 99 vítimas mortais em acidentes rodoviários registados na última década, vai ser repavimentado e ter sinalização nova, vedações, iluminação e um sistema de gestão e controlo do tráfego, com placards electrónicos a fornecer informação de última hora aos condutores. Por outro lado, o Governo pretende reformular alguns nós da estrada, por considerá-los perigosos. É o caso dos nós do IC 6, de Oliveira do Mondego, do Cunhedo, de Lameiras e do Rojão Grande. "Serão ainda construídos vários restabelecimentos e ligações", promete o Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, cujo secretário de Estado Paulo Campos esteve ontem em Penacova, numa cerimónia organizada ao pormenor, com projecção de vídeos, painéis e outros suportes de comunicação. A mesma concessão "Auto-estradas Centro" também foi apresentada em Viseu, ontem, pelo ministro das Obras Públicas, Mário Lino. E já suscitara acções similares do Governo, no dia anterior, em Águeda e Aveiro, depois de ser lançada, em Mortágua, numa cerimónia onde esteve presente o primeiro-ministro. Estão em causa, entre outros projectos, a ligação Coimbra - Viseu, a de Coimbra - Oliveira de Azeméis no IC2, a de Mortágua - Mangualde no IC12, e a ligação entre o IC2 e Aveiro.Ontem, em Penacova, o presidente da autarquia local reivindicou ainda, ao secretário de Estado, a requalificação da EN 110, no troço que liga Coimbra a Penacova, à beira do rio Mondego. "Vou daqui não só convencido, mas determinado a que o investimento seja concretizado no mais curto de espaço de tempo", reagiu o governante.

Há pessoas que marcam uma terra....taberna da Tia Santa Canoa


Couto do Mosteiro

Quando as nossas aldeias fervilhavam gente....

Sábado, 5 de Abril de 2008

Solidariedade


Sexta-feira, 4 de Abril de 2008

Bullying nas escolas


A violência física e /ou emocional exercida nas escolas constitui uma preocupação fundamental, dado o potencial impacto negativo quer na vítima quer nos agressores quer, ainda, no clima geral da escola. Actualmente falar de violência escolar é também falar de bullying.
O bullying é um processo de abuso e intimidação sistemática de uma criança sobre outra – apoiada por um grupo – geralmente no âmbito escolar, e cujas consequências para a vítima podem ser devastadoras se não forem atalhadas a tempo.
O início desta patologia é tipicamente gradual e ocorre, geralmente, em fases precoces da infância. Normalmente, as crianças que praticam bullying escolhem crianças mais fracas e solitárias, repetindo esta forma de violências constantemente. Nos rapazes são mais comuns as agressões físicas, como murros, pontapés e empurrões. As raparigas preferem agressões emocionais, como gozar, humilhar, descriminar, perseguir e aterrorizar.
As crianças agressoras, são crianças que têm uma maior probabilidade de se sentirem deprimidas, infelizes, solitárias e de virem a ter comportamentos de risco para a saúde. Assim, são crianças com uma grande impulsividade, frustração, dificuldade em seguir regras, fisicamente fortes (rapazes), têm atitudes positivas para com a violência, implicam sistematicamente com os outros ou têm atitudes desagradáveis sem razão válida e são extremamente agressivas para com os colegas.
Estas crianças tendem a pertencer a famílias que são como tendo pouco calor/carinho ou afecto, com problemas em partilhar os seus sentimentos e normalmente classificam-se com a existência de uma maior distância emocional entre os membros da família. Os pais destas crianças provocadoras costumam “derrubar” e criticar em vez de elogiar e encorajar e, negligenciam em ensinar aos seus filhos que a agressão não é aceitável. A disciplina é muito punitiva e rígida, com castigos físicos muito comuns.
Os professores estando atentos a esta realidade devem aperceber-se do impacto devastador que o bullying pode gerar, comprometendo o bom desenvolvimento da criança vítima como pessoa segura e auto-confiante. A auto-estima é a primeira a sofrer danos e, por vezes, em situações muito graves, danos irremediáveis. Os pais e os familiares de uma maneira geral, também devem estar muito atentos a esta realidade, principalmente quando se sabe que a criança tem uma característica que a torna uma vítima fácil (obesidade, gaguez, tem tiques). Lara Guina – Psicóloga Clínica