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Noticias de Santa Comba Dão

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Terça-feira, 26 de Fevereiro de 2008

Queixas de animais vivos abandonados em caixotes de lixo

Recebi recentemente algumas mensagens na minha caixa de correio electrónico a relatarem um facto terrível que tem vindo a acontecer na zona de Pinheiro de Ázere, solicitando os leitores o favor de o denunciar neste espaço.
Segundo tais leitores é frequente naquela freguesia os animais serem constantemente abandonados, ainda com vida, nos caixotes de lixo. Quando recebi o primeiro mail, não quis acreditar.
Contudo, quando recebi outro, este, de uma leitora conhecida, apercebi-me que tal notícia era de facto realidade.
Relatava esta última leitora que um gato com cerca de um mês e meio havia sido abandonado no caixote de lixo junto à sua habitação. Como era pequeno e mal miava, esteve ali depositado cerca de 3 dias até que a recolha de lixo voltasse a vazar o caixote.
Ao abrir o caixote do lixo, deparam-se os funcionários com tal cenário macabro, sendo que, encolhendo os ombros deitaram o animal num tapete junto à porta de tal leitora. Como era de madrugado, o animal permaneceu ao frio gelado típico da nossa terra.
Ao deparar-se com tal situação, a referida leitora levou de imediato o animal ao veterinário, o qual já não conseguir resistir e acabou por morrer.
Com efeito, tais condutas cobardes e indignas deveriam ser puníveis criminalmente. Aliás, o abandono dos animais deveria configurar como crime tipificado pelo nosso Código Penal. A última alteração do Código Penal passou ao lado desta problemática. Aos olhos da lei portuguesa, os animais continuam a ser tratados como meras coisas, quase como objectos. Em Santa Comba Dão, continua sem existir um simples canil, sendo, provavelmente um dos poucos concelhos que não possui tal infra-estrutura. Até quando?

Sexta-feira, 22 de Fevereiro de 2008

“Farto de ser maltratado perdeu a cabeça e deu-lhe dois tiros”

Um homem disparou dois tiros de caçadeira sobre o próprio irmão. A tragédia ocorreu em Ançã, quarta-feira à noite. A vítima está na unidade maxilofacial dos HUC, embora livre de perigo. Tudo aconteceu após violenta discussão entre ambosA população de Ançã ficou em estado de choque com a tragédia que ali ocorreu quarta-feira à noite, na Rua da Califórnia, na zona histórica da vila. Dois irmãos envolveram-se em acesa discussão e no calor da refrega, um deles apodera-se de uma caçadeira e dispara sobre o outro. Dois tiros que atingiram Jorge Manuel Cardoso Filipe, de 51 anos, solteiro, na zona da cara, pescoço, cabeça e braços. A vítima foi socorrida pelo INEM e transportada para os Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC), onde se encontra na unidade maxilofacial em estado considerado com alguma gravidade mas estável, não correndo perigo de vida, apurou o Diário de Coimbra junto do responsável clínico deste unidade.A tragédia, segundo o que a nossa reportagem apurou no local, adivinhava-se há algum tempo em virtude do clima de grande tensão que se vivia em casa de Maria José Cardoso Penetra, de 85 anos, mãe dos dois irmãos desavindos, com quem vivia. Curiosamente, os vizinhos, a mãe destes dois irmãos e outros familiares, garantiram ao nosso Jornal que a vítima (Jorge Manuel) «já merecia uma coisa destas», uma vez que, contaram, «tem feito a vida negra à mãe, ameaça-a e trata-a do piorio. A senhora tem sofrido horrores com aquele filho».Por outro lado, quem conhece esta família de Ançã, é unânime em reconhecer o autor dos disparos, João Carlos Cardoso Filipe, de 47 anos, solteiro, como «um homem trabalhador, amigo da mãe, o sustento da família», e que só fez o que fez «porque estava farto das infâmias do irmão», que, contaram à nossa reportagem alguns dos vizinhos desta família, «até dizia que a mãe mantinha contactos sexuais com o João. Veja só o que ele (Jorge) inventava para ofender a própria mãe e irmão», disse uma vizinha à nossa reportagem, que preferiu omitir o seu nome.«Ele é um monstro, sempre tratou mal a mãe, que já teve de fugir de casa porque ele ameaçou-a de morte», corroborava um vizinho, enquanto confortava a idosa, ontem, quando a nossa reportagem chegou à Rua da Califórnia, onde Maria José desabafava a sua tristeza e comentava a tragédia.Tudo começou à hora do jantar de quarta-feira passada. Eram pouco mais de 20h00 quando Jorge e João começaram a discutir, enquanto a mãe preparava o jantar. Discussão que foi subindo de tom e de insultos, até que, de acordo com as informações recolhidas pelo nosso Jornal, João Carlos, «farto de ser maltratado pelo irmão, perdeu a cabeça e pegou na caçadeira e deu-lhe dois tiros».A zanga entre ambos, que já motivou «várias cenas de pancadaria nos últimos tempos», voltou a ter origem nas alegadas ameaças de Jorge à mãe e àquele irmão, ao que João Carlos, desta vez, «perdeu a cabeça e descontrolou-se», embora, contam os vizinhos, «não tivesse intenção de matar o Jorge».Um dos disparos atingiu a vítima na zona da face, pescoço e cabeça, outro nos braços e costas, deixando Jorge em mau estado, mas livre de lesões que ameacem a sua vida.Um neto (e sobrinho dos dois irmãos) foi quem deu o alerta para o 112, que enviou para o local uma ambulância do INEM para prestar os primeiros socorros e transportar a vítima aos HUC, enquanto que o CODU alertava a GNR de Ançã para o sucedido.Uma patrulha desta força policial encontrou João Carlos «muito nervoso», o qual «assumiu o acto que cometeu e entregou-se de livre vontade», contou ao nosso Jornal o comandante do posto de Ançã, sargento Mano, confirmando também que o agressor entregou a arma do crime «de livre e espontânea vontade».O agressor, que passou a noite nos calabouços da GNR, foi ontem à tarde presente ao juiz de instrução do Tribunal de Cantanhede na presença do advogado de defesa, Pedro Guina, de ontem saiu para o estabelecimento prisional de Coimbra. Uma situação, todavia, provisória, uma vez que a medida de coação aplicada contempla a prisão domiciliária com pulseira electrónica, cuja efectivação (a realizar na casa de um irmão) só poderá ser concretizada após uma inspecção por uma equipa judicial, no sentido de averiguar das reais condições. Refira-se ainda que esta foi a alternativa encontrada, uma vez que a casa onde reside, com a mãe e os irmãos (um dos quais a vítima) não reúne as condições necessárias.“Tenho medo que ele me mate”A mãe de Jorge e João, contou ao nosso Jornal viver «num grande pesadelo». Apesar da sua avançada idade (85 anos), diz que o que lhe tem valido «é, felizmente, não ter nenhuma doença, senão já tinha morrido». O desabafo da idosa tem a ver com «os maus-tratos que o meu filho Jorge me dá», inclusive – contou ao nosso Jornal, «já me ameaçou de morte e tive de fugir de casa para ele não me bater».Maria José, que teve 10 filhos «criados com tanto amor e muitas dificuldades», com as lágrimas nos olhos, diz não saber por que é que aquele filho «é assim tão ruim, tão malvado, ao ponto de me querer matar».A sua aflição é tão grande que, conta, «quando ele sair do hospital não o quero em casa, tenho medo que ele me mate». O seu receio é ainda maior por causa do que aconteceu, pois agora, desabafa, «ainda é capaz de fazer pior do que tem feito».Já em relação ao seu filho João Carlos, autor dos disparos, Maria José não tem dúvidas em afirmar que «é um rico filho, muito trabalhador. É ele quem sustenta a casa e o irmão, é uma jóia de pessoa. Só fez isto porque estava farto».Por ter aquele feitio violento, muita gente da vila de Ançã diz que Jorge Manuel sofre de perturbações mentais e, por isso reage contra a família, mas a idosa nega tal facto, afirmando que o filho «não sofre nada da cabeça. Era epiléptico e por causa disso não quer trabalhar, mas ele está bom», remata Maria José, preocupada, sim, com o que possa acontecer «ao meu filho João».
In diário de coimbra

SEDES alerta para crise social de contornos difíceis de prever

Sente-se em Portugal “um mal estar difuso”, que “alastra e mina a confiança essencial à coesão nacional”. Este mal-estar e a “degradação da confiança, a espiral descendente em que o regime parece ter mergulhado, têm como consequência inevitável o seu bloqueamento”. Este é um dos muitos alertas lançados pela Associação para o Desenvolvimento Económico e Social (SEDES) - uma das mais antigas e conceituadas associações cívicas de Portugal –, num documento hoje concluido e dirigido ao país.Sente-se em Portugal "um mal-estar difuso", que "alastra e mina a confiança essencial à coesão nacional". Este mal-estar e a "degradação da confiança, a espiral descendente emque o regime parece ter mergulhado, têm como consequência inevitável o seu bloqueamento". E se essa espiral descendente continuar, "emergirá, mais cedo ou mais tarde, uma crise social de contornos difíceis de prever".Este é um dos muitos alertas lançados pela Associação para o Desenvolvimento Económico e Social (Sedes) - uma das mais antigas e conceituadas associações cívicas portuguesas -, num documento ontem concluído e dirigido ao país.Esta tomada de posição é uma reflexão sobre o momento que Portugal vive, com a associação a manifestar o seu dever de ética e responsabilidade para intervir e chamar a atenção "para os sinais de degradação da qualidade de vida cívica". Principais visados: o Estado, em geral, e os partidos políticos, em particular.E para este "difuso mal-estar", frase que é o pilar de todo o documento, a Sedes centra-se em algumas questões: degradação da confiança no sistema político; sinais de crise nos valores, comunicação social e justiça; criminalidade, insegurança e os exageros cometidos pelo Estado.Acirrar de emoçõesO acentuar da "degradação da confiança dos cidadãos nos representantes partidários" de todo o espectro político é o primeiro alerta da associação. E, aqui, os relatores do documento (ver texto nestas páginas) não têm dúvidas sobre a crise que surgirá caso não seja evitado o eventual fracasso da democracia representativa: "criará um vácuo propício ao acirrar das emoções mais primárias em detrimento da razão e à consequente emergência de derivas populistas, caciquistas, personalistas". E para que a democracia representativa seja preservada, a Sedes aponta três metas aos partidos: "Têm de ser capazes de mobilizar os talentos da sociedade para uma elite de serviço; a sua presença não pode ser dominadora a ponto de asfixiar a sociedade; e não devem ser um objectivo em si mesmos".A associação considera ainda preocupante "assistir à tentacular expansão da influência partidária" - quer "na ocupação do Estado", quer "na articulação com interesses da economia privada". Outro factor que a Sedes diz contribuir para a "degradação da qualidade da vida política" é o resultado "da combinação de alguma comunicação social sensacionalista com uma justiça ineficaz", que por vezes deixa a sensação de que "também funciona subordinada a agendas políticas". Essa combinação "alimenta um estado de suspeição generalizada" sobre a classe política. "É o pior dos mundos", acrescentam. "Sendo fácil e impune lançar suspeitas infundadas, muitas pessoas sérias e competentes afastam-se da política, empobrecendo-a."Neste capítulo, o Estado, que "tem uma presença asfixiante sobre toda a sociedade", também não é poupado: "Demite-se do seu dever de isenta regulação, para desenvolver duvidosas articulações com interesses privados, que deixam em muitos casos um perigoso rasto de desconfiança".E nesta sequência de constatações sobre o comportamento dos agentes do Estado, surge pela primeira vez a palavra "corrupção". "É precisamente na penumbra do que a lei não prevê explicitamente que proliferam comportamentos contrários ao interesse da sociedade e ao bem comum. E é justamente nessa penumbra sem valores que medra a corrupção, um cancro que corrói a sociedade e que a justiça não alcança."Criminalidade e exagerosE depois vêm a criminalidade e os recados aos exageros do Estado directamente dirigidos à ASAE, embora esta autoridade nunca seja explicitamente citada. A Sedes não tem dúvidas em afirmar que a criminalidade violenta "progride"; que a "crescente ousadia dos criminosos transmite o sentimento de que a impune experimentação vai consolidando saber e experiência na escala da violência"; e que, enquanto "subsiste uma cultura predominantemente laxista no cumprimento da lei, em áreas menos relevantes para as necessidades do bom funcionamento da sociedade emerge, por vezes, uma espécie de fundamentalismo ultrazeloso, sem sentido de proporcionalidade ou bom senso". "Calculem-se as vítimas da última década originadas por problemas relacionados com bolas-de-berlim, colheres de pau ou similares e os decorrentes da criminalidade violenta ou da circulação rodoviária e confronte-se com o zelo que o Estado visivelmente lhes dedicou."Por tudo isto, e para evitar que se chegue à já referida "crise social de contornos difíceis de prever", a Sedes apela depois à sociedade civil para intervir e participar "no desbloqueamento da eficácia do regime". Mas, para que isso aconteça, será necessário que o Estado se "abra mais do que tem feito até aqui".Prestar contasE aqui, as principais críticas vão para os partidos. Para a Sedes, a dissociação entre os eleitores e os partidos "deve preocupar todos aqueles que se empenham verdadeiramente na coisa pública e que não podem continuar indiferentes perante a crescente dissociação entre o conceito de res publica e o de intervenção política". Partidos que, de acordo com a Sedes, "têm a obrigação de prestar contas de forma permanente sobre o modo como o exercem". "Em geral, o Estado tem de abrir urgentemente canais para escutar a sociedade civil e os cidadãos. Deve fazê-lo de forma clara, transparente e, sobretudo, escrutinável. Os portugueses têm de poder entender as razões que presidem à formação das políticas públicas que lhes dizem respeito", conclui o documento.

Terça-feira, 12 de Fevereiro de 2008

Nagosela merece uma máquina multibanco

Numa das visitas que costumo fazer a uma famosa Pizaria sita na bonita localidade de Nagosela, Santa Comba Dão, apercebi-me de que aquela localidade não possui um bem que, nos dias que correm é indispensável: uma simples máquina multibanco.
Com efeito, não existe naquela localidade tal equipamento, sendo que a mais próxima se localiza na junta de freguesia de Treixedo. Na verdade, quem se deslocar àquela bonita povoação beirã para saborear as tão famosas pizas, para proceder ao seu pagamento tem que levantar previamente dinheiro em Treixedo, pois caso não o faça, terá de voltar atrás, o que é sempre aborrecido.
Além disso, a simples falta de tal equipamento é um verdadeiro quebra cabeças para os habitantes daquela freguesia, pois que para levantar dinheiro para o dia a dia, têm que se deslocar à povoação mais próxima.
Tal situação agrava-se com os nossos idosos, que sem grandes ofertas de transportes, vêem as suas vidas complicadas.
Aqui fica o alerta a quem de direito

Quinta-feira, 7 de Fevereiro de 2008

SANTA COMBA DÃO - Termas do Granjal são cada vez mais realidade


Furo de 700 metros para encontrar água termal de melhor qualidade


Processo das futuras Termas e do Plano de Pormenor do Granjal deverão estar concluídos em 2009.O furo de prospecção na nascente de água sulfúrea do Granjal, vai passar de 500 para 700 metros de profundidade, com o objectivo de encontrar água de melhor qualidade.A empresa que realiza o furo revela que até aos 505 metros de comprimento (em profundidade), já foi interceptado um recurso com caudal de artesianismo de 1,2 L/s, cuja temperatura é de 23ºC, prevendo-se que seja possível explorar caudais na ordem de 8 L/s, a uma profundidade até aos 700 metros."Dá mais garantia que a água tenha uma temperatura mais adequada aquilo que se pretende" refere ao DIÁRIO AS BEIRAS o presidente da Câmara de Santa Comba Dão.João Lourenço adianta que esta nova perfuração "deverá ficar concluída no final de Março, princípio de Abril e depois começam a ser feitas análises mensais para verificar a constância das propriedades químicas e biológicas da água".Quando for declarada água termal "poderemos contactar os potenciais investidores".O autarca revela que já existem empresas interessadas em explorar as futuras termas, "mas não temos desenvolvido contactos, porque primeiro queremos ter a certeza que a água tem todas as condições para ser considerada água termal, mas todos os dados indiquem que existem mais de noventa por cento de isso acontecer".Também está em desenvolvimento o Plano de Pormenor para aquela zona e "esse é que vai ditar o que poderá depois ser construído".No entender do autarca, "até mais importante de que saber se a água é ou não termal, visto que isso temos a garantia quase completa, é sabermos depois o que pode ser ou não construído na zona do Granjal". Acrescentando que "só assim os investidores podem conhecer o que podem fazer e qual o volume de investimento que terão que realizar".Os trabalhos de elaboração do Plano de Pormenor "já decorre há um ano, os estudo de caracterização já estão concluídos, existe depois uma fase de discussão pública e segue-se a sua publicação".A fase de análises e o Plano de Pormenor "deverão estar concluídos mais ou menos na mesma altura durante o próximo ano", afirma. Depois disso "podemos então sentar-nos à mesa com potenciais interessados, já com dados concretos e assim avançar-se com algo mais definitivo".Termas a céu aberto desde 1877O reconhecimento das capacidades terapêuticas da água da nascente do Granjal, situada a cerca de dois quilómetros da sede de concelho, é muito antigo. Devido à afluência de pessoas à mina, a câmara de Santa Comba Dão decidiu construir umas "Termas a Céu Aberto", em 1877. A obra, toda em granito, consta de uma fonte e um tanque para banhos que hoje em dia ainda existem. Apesar de se encontrar algo degradada ainda hoje é utilizada. A exploração, porém, nunca chegou a expandir-se, pese embora a fama curativa do líquido que brotava do solo.Um estudo encomendado pela Câmara Municipal de Santa Comba Dão à Delloite Portugal, apresentado em 2006, aponta no sentido da viabilidade económica do projecto autárquico para as Termas do Granjal. As conclusões do estudo de mercado e de viabilidade económica vão no sentido de ser instalado no Granjal um spa resort de quatro estrelas, devendo ser construído para o efeito um balneário termal com oferta de serviços terapêuticos e de um spa termal, com sauna, jacuzzi, banho turco, health-club, gabinetes estéticos e de tratamento. Para além da valência termal, o estudo revela também que deveria ser construído um hotel com cem quartos, restaurante, bar e piscina, tudo com ligação ao spa termal. Ricardo Gonçalves, da Delloite Portugal, adiantou na altura que as actuais termas tradicionais apresentam um volume de negócio "estacionário" e um número de aquistas em diminuição. "Só uma estancia termal não seria, por isso, viável", frisou.
In Diário "As Beiras"

Segunda-feira, 4 de Fevereiro de 2008

Durão Barroso candidato a Prémio Nobel da Paz?? “Os deuses devem estar loucos!”

Confesso que não me atrevi a comentar uma notícia que me deixou de estupefacto. Ramos Horta, Prémio Nobel da Paz, defendia e apoiava publicamente a candidatura de Durão Barroso a prémio Nobel da Paz. Contudo, pensei que a notícia ficaria por ai, mas enganei-me. Esta semana, foi mesmo oficializada a candidatura de Durão Barroso a tal prestigiado prémio.
Sendo assim, não poderei deixar de expressar a minha repugnância. Parece que muito boa gente tem a memória muito curta. Se há coisa que Durão Barroso não possui são boas atitudes em prol da paz.
Quem não se lembra da celebre cimeira das Lages, na Ilha Terceira? Durão Barroso, todo vaidoso, como se de um pagem se tratasse, anunciava ao lado de Aznar, Blair e Bush a declaração de guerra ao Iraque. Mais, colocou a nossa bandeira ao lado da dos outros países, num cenário verdadeiramente vergonhoso e mórbido, apoiando explicita e publicamente o apoio de Portugal à chacina e anarquia em que o Iraque se transformou. A vaidade de Durão Barroso fez corar de vergonha o país.
Todos percebemos que tudo não se passava de um pretexto movido por interesses dos EUA. Parece que apenas Durão não percebeu, quão ingénuo ele foi. Recentemente, o mesmo veio referir que, realmente, tinha sido enganado quanto aos pressupostos que ditaram a guerra no Iraque. A meu ver, Durão sempre deixou muito a desejar. Começou por nunca pensar em ser Primeiro-ministro. Venceu as legislativas não por mérito, mas por demérito do PS de Guterres que se havia demitido do Governo. Apoiou cegamente a guerra no Iraque e colocou Portugal na mira do terrorismo. Acusou vezes sem conta Guterres de ter fugido e, na primeira hipótese que teve fez o mesmo, abandonando o governo por um tacho melhor na Europa.
Hoje, esse mesmo Durão Barroso, agora chamado na Europa de José Manuel Barroso, é candidato a prémio Nobel da Paz. Apraz-me lembrar o velho filme dos anos 80 de título “Os deuses devem estar loucos!”..

Batalha D'água Carnaval Ponta Delgada Acores

Para mim, o Carnaval mais louco do mundo...

Alberto João Jardim surprendido

E porque é carnaval, não ficará mal um filme de campanha do Rei do Carnaval da madeira: Alberto João jardim

Sexta-feira, 1 de Fevereiro de 2008

Junta médica manda trabalhar cantoneiro de canadianas


Uma Junta Médica considerou apto para trabalhar um cantoneiro de limpeza que só consegue movimentar-se com o auxílio de canadianas, devido a várias fracturas na coluna que continuaram a deixar sequelas depois da intervenção cirúrgica a que foi submetido. O Presidente da Câmara de Santa Comba Dão considera a decisão "vergonhosa" e optou por mandar o funcionário para casa, pagando-lhe o salário.
O parecer da Junta Médica da ADSE do Centro refere que o funcionário "deve evitar esforços físicos" e, por isso, deverá ser colocado em "serviços moderados adaptados à sua situação clínica, definitivamente".
Mas nem o próprio cantoneiro nem o Presidente da Câmara conseguem encontrar uma função adaptável às suas condições físicas, extremamente precárias. "Não me posso baixar e tenho muitas dores na coluna. De noite, na cama, nem me podem tocar, são dores horríveis. De dia é um suplício não posso estar muito tempo sentado nem muito tempo de pé. Nunca sei como hei-de estar", refere José Luís Branquinho.Em declarações ao Jornal de Notícias, o presidente da Câmara de Santa Comba Dão, João Lourenço, onde José Luís Matos Branquinho é cantoneiro de limpeza há 29 anos, considera a decisão "ridícula" e "vergonhosa". "Qual é o serviço que a Junta Médica quer que a autarquia lhe dê?", pergunta o edil. "É assim que pretendem aumentar a rentabilidade dos serviços?", volta a questionar João Lourenço, acusando as juntas médicas de "continuarem a brincar com o dinheiro das autarquias", e sugerindo que o funcionário devia ser reformado "por incapacidade física".
Porém, a família do cantoneiro, de baixos rendimentos, receia que a reforma antecipada represente um corte substancial no dinheiro que entra em casa ao fim do mês. "Se o reformarem, deveria ser pelos anos de trabalho que já tem de serviço, quase 30, e não como inválido, porque isso implicaria de certeza uma redução grande no ordenado que ele aufere mensalmente, 662 euros líquidos", sublinha Maria de Fátima, lamentado as novas regras para a aposentação dos funcionários públicos "que obrigam uma pessoa a trabalhar até aos 65 anos".
in www.esquerda.net



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