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quarta-feira, 19 de Novembro de 2008

As crianças e a televisão - Por Lara Guina

Hoje em dia, os adultos tendem a trabalhar até mais tarde e, consequentemente a chegarem mais tarde a casa. Assim, as suas crianças permanecem mais tempo fora de casa, tendo que frequentarem os A.T.L..
Quando todos chegam a casa, chegam cansados. Os pais têm de tratar das tarefas domésticas (por exemplo, fazer o jantar) e, enquanto isso, as crianças vêem televisão, estão no computador ou jogam playstation. Para os pais torna-se cómodo que os filhos se mantenham ocupados, pois só assim conseguem realizar todas as tarefas rapidamente.
Na minha opinião, penso que não hajam dúvidas de que a televisão exerce efeitos sobre as crianças. Mas estes efeitos não são apenas negativos. As crianças estão inseridas diariamente num contexto que influencia a forma como estas encaram os programas televisivos. O contexto em que as crianças vêem os programas, a idade, sexo, as suas condições psicológicas, o desenvolvimento cognitivo, social e emocional, o meio familiar, a zona geográfica em que habitam e o próprio programa, são factores que influenciam a forma como as crianças captam a informação. Elas podem estar sentadas, paradas, calmas, enquanto vêm televisão, mas não quer isto dizer que não estejam a pensar em nada, muito pelo contrário, as suas mentes estão em constante funcionamento.
Quanto aos efeitos negativos da televisão, o impacto da violência, é talvez a maior preocupação dos pais, professores e sociedade em geral. Penso que não deva generalizar que programas violentos tornam crianças violentas. Cada criança é uma criança e os efeitos negativos não se repercutem em todas.
Sendo o meio familiar o principal contexto de visualização de programas televisivos, o papel dos pais é muito importante na selecção daquilo que os filhos vêem e como interpretam o que vêem. Existem programas educativos que permitem às crianças adquirirem novos conhecimentos acerca de diversos aspectos do mundo, mas é necessário que estejam informadas quanto a isso. Por isso, a presença de um adulto durante o visionamento televisivo das crianças poderá ter repercussões positivas nelas quanto à experiência televisiva. Os adultos podem ajudar as crianças a entenderem os programas, a esclarecerem-lhes dúvidas e a orientá-las quanto ao tempo que passam sentadas em frente à televisão, o que acaba por estimular o diálogo entre pais e filhos.
Também é pertinente que os pais ofereçam alternativas aos filhos, como por exemplo, fazer um puzzle, ler um livro, fazer um desenho, falarem das matérias dadas na escola. Assim como se preocupam com a alimentação, saúde, higiene e bem-estar, igualmente se devem preocupar com o tempo que os filhos passam a ver televisão e com a qualidade desses mesmos programas visualizados.


Lara Guina
Psicóloga Clínica
www.filomarketing.eu/psicologa

quarta-feira, 12 de Novembro de 2008

Lenda de S. Martinho – o porquê do Verão de S. Martinho


Esta semana comemora-se o S. Martinho. São Martinho nasceu no ano de 316, na Sabária da Panónia (Hungria). Seu pai era oficial do Exército Romano.
Aos 12 anos, contrariando a vontade dos pais, tornou-se cristão. Entretanto, o pai contrapôs-se terminantemente a essa decisão do filho, alistando-o no Exército Romano
O dia de S. Martinho comemora-se no dia 11 de Novembro.
Diz a lenda que quando um cavaleiro romano andava a fazer a ronda, viu um velho mendigo cheio de fome e frio, porque estava quase nu.
O dia estava chuvoso e frio, e o velhinho estava encharcado.
O cavaleiro, chamado Martinho, era bondoso e gostava de ajudar as pessoas mais pobres. Então, ao ver aquele mendigo, ficou cheio de pena e cortou a sua grossa capa ao meio, com a espada.
Depois deu a metade da capa ao mendigo e partiu.
Passado algum tempo a chuva parou e apareceu no céu um lindo Sol.
Abandonou, então, o Exército e fez-se baptizar por Santo Hilário de Poitiers. Entregou-se à vida de eremita, fundando um mosteiro em Ligugé, França, onde vivia sob a orientação de Santo Hilário. Ordenado sacerdote, foi mais tarde aclamado bispo de Tours (371).
Tornou-se um grande evangelizador da França, verdadeiramente pastor, fundando mosteiros, instruindo o clero, defendendo a causa dos oprimidos e deserdados deste mundo. Morreu no ano de 397.

sábado, 8 de Novembro de 2008

Para Ler e Meditar

“O declínio do BPN está demasiado ligado a um dos maiores tumores da democracia portuguesa: a incrível promiscuidade entre economia e política”
(Pedro Lomba, no Diário Económico de ontem)

terça-feira, 4 de Novembro de 2008

Santa Comba Dão merece um Julgado de Paz

Já tenho escrito que, enquanto advogado, uma das experiencias mais gratificantes que tenho tido é trabalhar com os Julgados de Paz, designadamente, com os Julgados de Paz de Cantanhede.
Com efeito os Julgados de Paz são um tribunal que têm competência para as mais variadas situações, como seja, cobranças de dividas, entregas de coisas móveis, acções relacionadas com condomínio, resolução de litígios entre proprietários confinantes, abertura de janelas, arrendamento urbano ou até crime, quando as partes prescindam da acção criminal.
A criação dos Julgados de Paz deve partir da iniciativa das autarquias. Já tive a oportunidade de alertar membros do executivo camarário e da oposição para a necessidade de criar um Julgado de Paz em Santa Comba Dão, sendo que, à semelhança de outras zonas do país o mesmo poderia envolver mais que um concelho, neste caso os três concelhos da Comarca, ou seja, Santa Comba Dão, Mortágua e Carregal do Sal. Cabe pois à Câmara de Santa Comba Dão candidatar-se e reunir a logística necessária ao funcionamento de um Julgado de Paz. Penso que seria uma mais valia para o Concelho, contudo, Santa Comba Dão, corre o risco de os concelhos vizinhos se anteciparem e instalarem nos mesmos tal tipo de tribunal.
Se é coisa que não falta em Santa Comba Dão são espaços onde um Julgado de Paz possa funcionar, designadamente nas escolas que vão ser encerradas, ou até quem sabe , no Vimieiro, na casa do Dr. Salazar.
Aqui fica a sugestão construtiva a quem de direito.