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quarta-feira, 30 de Julho de 2008

A mãe não é tua, é minha…! Por Lara Guina


É notório que muitos irmãos são verdadeiros amigos, ao passo que alguns, se não são declarados, são camufladamente “inimigos”, ou pelo menos adversários. O ciúme entre o irmão mais velho e o irmão mais novo pode chegar a extremos. Òs pais precisam de estar atentos às suas atitudes. A comparação é uma das atitudes que devem
evitar.
Quando pensamos sobre o comportamento entre irmãos, coisas como ciúme, inveja, rivalidade, competição, pensamos sempre como comportamentos anormais e negativos. O ciúme é visto pelos pais como algo incorrecto entre irmãos, principalmente em relação ao irmão mais velho, quando nasce o segundo filho. Muitos pais chegam mesmo a dizer ao filho, que o ciúme é feio, que nunca deve existir em relação ao irmãozinho e que este veio para brincar com ele, ser seu amigo e companheiro nas brincadeiras. Isto é verdade, mas existe também uma outra verdade que nunca é dita pelos pais, mas sabemos. Este irmão veio para dividir com ele o amor da mãe, do pai, dividir a casa, às vezes o quarto, os brinquedos, a atenção dos familiares. A criança percebe essa verdade no momento em que a mãe chega da maternidade com o bebé no colo. O colo já começa a ser dividido desde então. O ciúme neste caso, é esperado e, portanto, normal.
O anormal seria se o irmão mais velho não sentisse rivalidade nenhuma contra o bebé que chega e se o tratasse amigavelmente. Quando isto acontece, podemos dizer que esta atitude é estranha e preocupante, pois é uma atitude que não faz parte da índole da criança, e que obviamente ela deveria demonstrar ciúme em alguns momentos.
Tanto o ciúme como a inveja, quando intensos, são fonte de grande ansiedade. O ciúme na criança, quando não é demasiado forte, é característica normal da personalidade. Envolve rivalidade sadia; e quando surge no relacionamento com irmãos, é um treino preparatório da fase competitiva, que mais tarde a criança precisará de enfrentar no ambiente social e profissional.
Pode haver também uma regressão: birras, quer que lhe dêem comer na boca, revolta-se, agride os pais, inapetência, fracasso nos estudos ou recusa em crescer e em ser independente. Quando essa fase se estende muito, pode ameaçar o equilíbrio da personalidade infantil. Como característica do comportamento deste irmão ciumento, podem surgir alguns comportamentos de oposição: por exemplo: os pais gostariam que ele fosse bom aluno, fosse disciplinado, e a criança reage ao contrário, opondo-se a essa expectativa para assim atrair a atenção tão desejada dos pais.
Desde que a afetividade e o sucesso da realização das tarefas estão intimamente ligadas e interdependentes, a produção e o rendimento dessa criança costumam ser baixos. A criança pode acha-se inferior e, portanto, anula-se. Esta atitude determina reações depressivas por parte da criança. Deve-se, neste momento, canalizar essa agressividade adequadamente, valorizando os seus sucessos nas aulas de natação, ou noutra actividade qualquer onde a criança se destaque pelo seu desenvolvimento. Ela deve ser estimulada a fazer novas amizades e a frequentar outros lugares diferentes daqueles do irmão. As comparações, obviamente, devem ser evitadas. Inevitavelmente, elas ocorrerão, mas espera-se, vindas de fora. Dizer que um dos irmãos é mais inteligente, mais carinhoso, não servirá de estimulo ao outro irmão; muito pelo contrário, só fará com que ele se sinta humilhado e inferiorizado. Mais tarde, é provável que se torne num adulto que se julgue pouco inteligente ou pouco afectuoso, bloqueando-se nessas áreas; o que não é incomum. Com frequência encontramos adultos ou adolescentes que se julgam feios, incapazes ou pouco criativos porque sempre foram comparados ao irmão. Comparações desse tipo minam traços do caráter da criança e afectam o seu desenvolvimento.
Assim, os pais devem identificar e realçar as características positivas de cada um. As habilidades e talentos devem ser sempre valorizados e nunca comparados.



Lara Guina
Psicóloga Clínica
www.filomarketing.eu/psicologa

quarta-feira, 23 de Julho de 2008

“Casa pronta” já está em funcionamento

O DL 116/2008 de 4 de Julho veio revolucionar os registos e notariado. Com efeito, integrado no “simplex” que o Governo tem tanto defendido, tal diploma legal veio alterar profundamente o regime relativo às transmissões de prédios.
Assim sendo, tal decreto-lei cria condições para que advogados, serviços de registos, solicitadores, entre outros prestem, serviços relativos a bens imóveis em regime de “balcão único”.
Deixa também de ser obrigatória a escritura de compra e venda ou doação de imóveis, bastando um simples documento autenticado, sendo que o registo predial passa a ser obrigatório (até agora era apenas facultativo) a partir da entrada em vigor do diploma
É ainda eliminada a competência territorial das Conservatórias. Quer isto dizer que se poderá registar ou pedir uma certidão de um prédio de qualquer região do país em qualquer Conservatória.
Uma última novidade, o facto de ser gratuito o de registo de factos ocorridos antes da entrada em vigor das novas alterações, caso o pedido de registo seja efectuado até dia 2 de Dezembro de 2011.

quinta-feira, 17 de Julho de 2008

Crianças com armas nas escolas… Por Lara Guina

Muito se tem falado na violência que existe nas escolas e talvez tenha sido o incidente ocorrido na escola secundária Carolina Michaelis que tenha despertado a atenção para esta temática. Mas este caso, apesar do aparato, talvez tenha sido o menos grave, pois o Procurador Geral da República, Pinto Monteiro, já afirmou que "há alunos que levam pistolas de 6,5 e 9 mm para as escolas. Para não falar de facas, que são às centenas". Ora, isto é deveras preocupante.
A resolução deste problema não passa apenas pela denúncia destes casos ao Ministério Publico e aos órgãos de polícia criminal, é necessário também intervir, de forma a sensibilizar as crianças, os pais e os educadores.
Estas crianças ou jovens precisam de acompanhamento psicopedagógico, pois este tipo de crianças não se preocupa com os outros, tentando enganar, ridicularizar e amedrontar os colegas, chegando por vezes a ferir fisicamente.
Aos pais, talvez, seja necessário explicar a perigosidade das armas e as consequências que o uso destas podem acarretar, porque mesmo parecendo óbvio, ainda há pais que não têm noção do perigo que os seus filhos e colegas correm. Mesmo que as armas sejam de plástico é importante informar e sensibilizar os pais para este tipo de comportamento indesejado. O meio familiar é um meio que transmite ideais, valores e a família, no fundo, é o modelo para a criança. Se uma criança cresce num ambiente familiar que recorre à agressão para resolver conflitos conjugais ou que tem um certo isolamento social, que exibe uma rejeição paterna dos filhos ou a utilização de castigos corporais ou que apresenta antecedentes familiares de condutas anti-sociais, talvez esta criança adopte como modelo comportamental a sua própria família, porque cresceu assim, e nem sequer põe isso em causa. É de grande importância uma intervenção a nível familiar, de forma a corrigir alguns comportamentos menos desejados na família, com o objectivo de as crianças não adoptarem modelos comportamentais violentos e anti-sociais.
Num caso de ameaça ou de agressão por parte de um aluno, o professor deverá tentar manter a calma, tentando também acalmar o aluno, de forma a evitar uma situação mais grave. Como tentativa de auxiliar os professores agredidos verbalmente ou fisicamente, foi criada a linha SOS Professor que também presta apoio jurídico, psicológico e psicopedagógico.
Estas situações são muito preocupantes, pois não nos podemos esquecer de que estas crianças e estes jovens que adoptam este tipo de comportamentos desviantes, são os nossos futuros adultos, por isso é imprescindível a intervenção psicopedagógica, para corrigir, e também de uma certa forma, prevenir outros tipos de comportamentos indesejados.




Lara Guina
Psicóloga Clínica
www.filomarketing.eu/psicologa

domingo, 6 de Julho de 2008

Liga dos Últimos - Sra. Deolinda de Azevedo

Musica de Domingo - Sabrina - Boys

Ainda se lembram da Sabrina...
Uma música que fez furor num verão dos anos 80

Figueira da Foz - Rainha das Praias

Eis aqui a Figueira da Foz, antes de terem expulso o mar da cidade....
Aqui se vê o Forte de Santa Catarina com o mar a bater nas rochas....
Já lá vão os tempos em que era a "Rainha das Praias"
Foto cedida por António Cruz

Fugiu 150 metros em contramão no IP3

Um homem, de 32 anos, que não parou numa operação stop da Brigada de Trânsito da GNR, realizada anteontem, em Santa Comba Dão, fugiu e acabou por entrar no sentido errado do nó de acesso ao Itinerário Principal nº 3 (IP3).
Conduziu cerca de 150 metros em contramão e só parou quando foi interceptado pelo carro patrulha, após perseguição que lhe foi movid, afirmou, ao JN, fonte policial. Foi ontem presente a tribunal. Ao final do dia, ainda não era conhecida a medida de coacção que lhe foi aplicada. Sujeito ao exame de alcoolemia, o condutor terá apresentado uma taxa de 2,59 gramas de álcool por loitro de sangue.
A mesma fonte revelou que o veículo envolvido na transgressão não tinha a inspecção obrigatória regularizada e circulava, na altura da fuga, com seis pessoas no seu interior em conflito com a lei, que apenas permite cinco ocupantes.~
in Jornal de Noticias

sábado, 5 de Julho de 2008

Criação de Museu Salazar divide esquerda e direita parlamentares

As bancadas parlamentares de esquerda e de direita ficaram hoje divididas quanto à criação do Museu Salazar, em Santa Comba Dão, Viseu. O debate foi feito a propósito de uma petição da União dos Resistentes Antifascistas Portugueses (URAP), com mais de 16 mil assinaturas, que pedia a condenação da Assembleia da República ao projecto.Na discussão da petição em plenário, a criação de um museu dedicado à figura de Oliveira Salazar, presidente do Conselho durante 48 anos, mereceu a forte oposição de PS, BE, PCP e de Os Verdes. Para o deputado José Junqueiro, a Câmara Municipal de Santa Comba Dão (PSD) “nada acrescentou ao concelho a não ser esta ideia de fazer uma ‘capelinha’ a Salazar”. O deputado acusou ainda a autarquia de dar uma remuneração vitalícia a um dos herdeiros do ex-governante como forma de viabilizar a iniciativa.Pelo Bloco de Esquerda, Fernando Rosas não tem dúvidas de que “um museu com o nome do ditador instalado na sua terra” se presta “à exploração política pelos seus seguidores”, tornando-se “um santuário obsoleto de extrema-direita”. Fernando Rosas propôs antes uma lei que vincule o Estado à preservação da memória. António Filipe, do PCP, autor do relatório final da petição, corroborou os termos do documento da URAP, ao lembrar que ao museu colide com a lei e com a constituição que proíbem organizações que mostrem “ pretender difundir valores, princípios” ou que “exaltem as personalidades mais representativas” de regimes fascistas.“Não é com dois ou três objectos pessoais que pertenceram ao ditador que se constrói um centro de estudos” sobre Salazar, sublinhou António Filipe, apelando para que Governo e autarquias recusem qualquer apoio ao projecto.A defesa da iniciativa da autarquia foi assumida pelo deputado José Cesário, do PSD. “Os portugueses têm o direito de aceder a todas as instituições e documentos que lhes permitam, sem paternalismos ideológicos, terem os seus próprios juízos críticos”, disse Cesário, considerando que a câmara pretende criar “um pólo de desenvolvimento regional”, “sem saudosismos de qualquer espécie”. Num discurso que suscitou algum burburinho nas bancadas de esquerda não só pelo seu conteúdo como pela duração maior do que a permitida, Nuno Melo, do CDS-PP, defendeu que estar contra o Museu Salazar é opôr-se à própria democracia e ao Parlamento cujas paredes ostentam “simbologia do Estado Novo”. “A história não se apagam nem partes dela. É lembrança permanente sem cortes no tempo nem censura”, disse o deputado centrista. Este argumento viria a ser contestado na intervenção seguinte, de Madeira Lopes, do grupo Os Verdes: “Nada mais falso. Ninguém queima livros ou os apaga. Antes pelo contrário: a memória é fundamental. Quem quer fazer um museu não está a preservar a memória, está a branqueá-la”. O pedido essencial da petição – uma condenação da Assembleia da República ao museu e a tomada de medidas para impedir a sua concretização – não foi realizado, já que as petições não são votadas, mas tão só apreciadas.

quinta-feira, 3 de Julho de 2008

Transtornos emocionais que se reflectem na escola - Por Lara Guina



A escola oferece um ambiente propício para a avaliação emocional das crianças e adolescentes por ser um espaço social relativamente fechado, intermediário entre a família e a sociedade. É na escola onde a performance dos alunos pode ser avaliada e onde eles podem ser comparados estatisticamente com os seus pares, com o seu grupo etário e social. Assim, os professores, com alguma sensibilidade, estão preparados para detectarem problemas cruciais na vida e no desenvolvimento da criança.
Dentro da sala de aula ocorrem situações significativas, pois as crianças para além de levarem para a escola os seus problemas emocionais, também levam as suas consequências. Assim como por exemplo, uma criança que seja adoptada, poderá exprimir uma depressão; ou uma adolescente, boa aluna, extremamente preocupada com as notas poderá demonstrar a responsabilidade que os pais depositam nela e o grau de exigência por parte dos pais.
Algumas crianças são mais vulneráveis a transtornos emocionais do que outras. A perda de um dos pais (morte ou divórcio) pode ser vivenciada de diferentes formas em diferentes crianças: enquanto umas encaram esta perda com uma grande angústia, revolta, falta de atenção e uma baixa auto-estima, outras poderão encarar esta situação de uma forma menos perturbadora. Aqui, o professor é um elemento chave para que essas questões possam ser melhor abordadas. O problema varia de acordo com cada etapa da escolarização e, principalmente, de acordo com os traços pessoais de personalidade de cada aluno. De um modo geral, há momentos mais indutores de stress na vida de qualquer criança, como por exemplo, as mudanças de escola, as exigências adaptativas, o nascimento de um irmão, as discussões dos pais ou a simples adaptação à adolescência.
O aluno que, todos os dias, é rotulado de mal comportado, poderá ser o reflexo de algum transtorno emocional, por vezes vindo de relações familiares conturbadas, de situações traumáticas. Algumas crianças consideram a escola como um refúgio dos problemas familiares e esta atribuição de rótulos apenas agrava ainda mais a situação destas crianças, deixando-as frustradas, o que acaba por contribuir para um baixo rendimento escolar.
Os professores têm um papel muito importante na sinalização e no encaminhamento destas crianças para os profissionais de saúde, assim como, os pais, também têm um papel de extrema importância no apoio, na atenção, no carinho e na compreensão a dar a estas crianças. Pois, só assim, estas crianças terão uma boa auto-estima, um bom desempenho escolar e comportamentos mais adequados. É necessário que estas crianças deixem de ser criticadas e rotuladas, para passarem a ser ajudadas. A educação é uma parte importante na socialização, no crescimento intelectual e na prevenção da violência.



Lara Guina
Psicóloga Clínica
www.filomarketing.eu/psicologa

Petição contra Museu Salazar debatida sexta-feira na AR

O Parlamento discute sexta-feira uma petição organizada pela União dos Resistentes Antifascistas Portugueses (URAP) contra o projecto de criação do Museu Salazar, em Santa Comba Dão, considerado um “acto fascista”.
A petição com cerca de 16 mil assinaturas, entre elas a do Nobel da Literatura José Saramago, será discutida pelos deputados em plenário oito meses depois de ter sido entregue na Assembleia da República.
No texto, os peticionários consideram que a criação de um Museu Salazar seria “uma afronta a todos os portugueses que se identificam com a democracia e o seu acto fundador do 25 de Abril”.
Por isso, pedem à Assembleia da República que “condene politicamente o processo em curso, que visa materializar o Museu Salazar, e tome as medidas que julgue adequadas para impedir esse intento”.
A URAP discorda da abertura de um museu dedicado a Salazar, pois “ali pode nascer um foco para os neonazistas e fascistas que continuam a existir em Portugal”.
“As raízes fascistas ainda não foram arrancadas e é errado pensar que o 25 de Abril erradicou definitivamente o fascismo do país”, segundo o coordenador da URAP, Aurélio Santos.
A lei do direito de petição determina que a matéria das petições “não é submetida a votação”, tendo cada bancada três minutos para a sua discussão.
A Câmara de Santa Comba Dão já pode avançar com a expropriação da quinta para a criação do Museu Salazar, mas o presidente da autarquia adiantou hoje que as negociações com um herdeiro do ditador "não estão completamente fechadas".
A Câmara de Santa Comba Dão tem vindo a negociar com os herdeiros de Salazar uma quinta onde pretendem criar um museu e um Centro de Estudos do Estado Novo.
A 04 de Junho, o presidente da Câmara de Santa Comba Dão, João Lourenço, afirmou que o processo de declaração de utilidade pública da quinta de um dos herdeiros de Salazar, para criação do museu "está concluído", podendo a autarquia "avançar com uma expropriação a qualquer momento".
In Diario Digital