Santa Comba Dão.... Fica para sempre na memória de quem nos visita

Aldeias de Santa Comba Dão (em construção)

"Princesa do Dão" - Arquivo FOTO RIBEIRO

Noticias de Santa Comba Dão

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domingo, 30 de Dezembro de 2007

Música de Domingo -Roxete

How do you do? Roxete.
Quem não se lembra desta música? Corria o verão de 1996 e esta música passava vezes sem contas nas rádios e na MTV, na altura o única canal musical televiso.
Esta música foi o espoente máximo desta banda, umas das mais populares dos anos 80 e 90.
Confesso que já tenho saudades deles.
Já sabia bem um novo disco!!

terça-feira, 25 de Dezembro de 2007

Para ler e meditar

Oração de Gandhi
"Senhor, ajuda-me a dizer a verdade diante dos fortes e a não dizer mentiras para ganhar o aplauso dos fracos.Se me dás fortuna, não me tires a razão. Se me dás sucesso, não me tires a humildade.Se me dás humildade, não me tires a dignidade.Ajuda-me a enxergar o outro lado da moeda. Não me deixes acusar o outro por traição aos demais, apenas por não pensar igual a mim.Ensina-me a amar os outros como a mim mesmoNão deixes que me torne orgulhoso, se triunfo; nem cair em desespero se fracasso.Mas recorda-me que o fracasso é a experiência que precede o triunfo.Ensina-me que perdoar é um sinal de grandeza e que a vingança é um sinal de baixeza.Se não me deres o êxito, dá-me forças para aprender com o fracasso.Se eu ofender as pessoas, dá-me coragem para desculpar-me. E se as pessoas me ofenderem, dá-me grandeza para perdoar-lhes.Senhor, se eu me esquecer de Ti, nunca Te esqueças de mim."

A ditadura do salário mínimo

Quem não se lembra nas mãos de quem se encontrava o poder económico de Portugal na década de 80 ? Com efeito, o país encontrava-se nas mão de meia dúzia de famílias.
Parece que esses tempos voltaram e Portugal encontra-se, neste momento, nas mãos do proprietários de cadeias de distribuição alimentar (hipermercados), bancos e seguros, Apesar do país se encontrar em crise profunda, tal crise não chega a esta classe social que continua a engordar à custa dos mais pobres.
Muito destes poderosos oferecem salários mínimos em negócios que, para aqueles são verdadeiramente milionários. Quantas vezes não se encontram jovens licenciados em caixas de supermercados? Muitos desses jovens ganham pouco mais que o salário mínimo. Contudo, não têm outra escolha, caso contrário nem muitas vezes têm direito a subsídio de desemprego. Os capitalistas dão-se ao luxo de oferecer tais salários miseráveis, sendo que, se o trabalhador não o aceita, logo vêem uma série deles a suplicar pelo emprego em causa. Este é o estado a que chegámos. Jovens, muitas vezes licenciados, a suplicarem por um emprego desqualificado para auferirem do miserável salário mínimo.
Com efeito, Portugal já nada produz. Os campos estão simplesmente abandonados e em pousio. As fábricas fecham portas às dezenas. O desemprego continua a aumentar. Espanha e Grécia, nossos parceiros de entrada na CEE há muito que nos passaram a perna. Os países de leste, que vivera a miséria da Ex. URSS, já nos ultrapassaram. Provavelmente, daqui a uns anos seremos o país mais pobre da Europa Comunitária.
Agora que acabou a vaidade que foi a Presidência da EU, espero que José Sócrates desça do pedestal e desça à realidade do nosso dia a dia. Faço votos que em 2008 o Governo e o PS abracem as mais genuínas causas de tal partido: o desenvolvimento, o progresso e, acima de tudo, a solidariedade para com os mais desfavorecidos.
Espero que em 2008 o Governo cumpra o prometido e cumpra a promessa da descriminação positiva do interior. Não é seguramente a fechar escolas, maternidades, hospitais, urgências, postos de GNR ou tribunais no interior que se vai combater a desertificação. Não é por o interior não dar lucro que se vai simplesmente fechar todos os serviços, os quais são como pão para a boca para as populações tantas vezes isoladas e idosas.

domingo, 23 de Dezembro de 2007

FELIZ NATAL


Desejamos votos de um Feliz Natal e de um 2008 cheio de alegria, saúde e felicidade.

Aproveitamos para agradecer a confiança depositada e o facto de, no primeiro ano, as visitas deste espaço terem sido superiores a 3.000.

Para o ano cá estaremos, com isenção e imparcialidade para relatar o melhor e o menos bom que se passa pela "Princesinha do Dão", mas sempre com espirito construtivo.

"Andaremos por aí...."
FELIZ NATAL

Música de Domingo

Jorge Palma - Encosta-te a Mim.
Hoje escolhi aquela que para mim foi a melhor música de 2007.
Só mesmo um grande vulto seria capaz de produzir uma música simplesmente perfeita.

Porque é Natal ....vale a pena recordar

Quem não se lembra deste anúncio de Natal que remonta á infância de tanta gente

quinta-feira, 20 de Dezembro de 2007

APANHADOS

Tesourinhos deprimentes

ART SULLIVAN petite demoiselle 1980... há gostos para tudo

terça-feira, 18 de Dezembro de 2007

Mortágua, Santa Comba e Tábua ficam sem urgências nocturnas

Uma ambulância SIV (Suporte Imediato de Vida) vai substituir os SAP nocturnos nos centros de saúde dos três concelhos.Os concelhos de Mortágua e Santa Comba Dão (distrito de Viseu) e Tábua (distrito de Coimbra) vão deixar de ter urgências nocturnas, entre as 24H00 e as 08H00, nos SAP dos centros de saúde, já a partir do mês de Março de 2008.Em sua substituição, o Ministério da Saúde vai instalar uma ambulância SIV para transportar os doentes dos três concelhos para os hospitais de Coimbra e Viseu.Esta é uma opção que está a desagradar aos autarcas e população, ainda por cima quando a ambulância SIV (Suporte Imediato de Vida), que irá funcionar para os três concelhos, conta apenas com um enfermeiro e um tripulante, ao contrário das ambulâncias VMER (Viatura Médica de Emergência e Reanimação), que possuem um médico, um enfermeiro e um tripulante.O director da Sub-região de Saúde de Viseu confirmou ao DIÁRIO AS BEIRAS que a decisão do encerramento dos SAP nocturnos já está tomada.José Carlos Almeida refere que em relação ao transporte dos doentes “vai depender”. No caso de Mortágua e Tábua vão para Coimbra e os de Santa Comba Dão para Viseu. Mas cada caso será um caso, que “terá a ver com a menor distância e a referenciação”.Quanto ao local onde ficará sediada a SIV, “ainda não está decidido, uma vez que poderá ficar em Santa Comba Dão ou Tábua”.A questão da localização da ambulância também não é pacífica, com os autarcas de Mortágua e Santa Comba Dão a reivindicarem para os seus concelhos a sede da SIV.Apesar de não concordarem com a decisão do Ministério da Saúde, os autarcas dos três concelhos dizem que tudo fizeram para manter os SAP abertos e criticam a posição intransigente do ministro Correia de Campos.O presidente da câmara de Santa Comba Dão, em declarações ao DIÁRIO AS BEIRAS, mostra-se descontente com a situação. “A ambulância não vem substituir o SAP no Centro de Saúde e como tal é uma medida de cosmética pura e simples para calar as pessoas, mas não me parece que seja solução”, frisa João Lourenço.Na sua opinião, “havia outras medidas a tomar relativamente ao custo para manter o SAP aberto e que não passaria pelo encerramento”. Adiantando que “às vezes vai-se pelo mais fácil, mas isto não é o que agrada à população e a serve melhor”.Recorda que se fizeram abaixo-assinados, manifestações de rua, votação de moções na câmara e assembleia, contactos com o Ministério da Saúde. “Fizemos tudo o que estava ao nosso alcance, como não resultou, aliás como não resultou em mais lado nenhum, a não ser com negociações entre o ministério e as câmaras, que vão dar ao mesmo, ou seja, a que a vontade do ministério seja feita, portanto, só podemos dizer agora é que o ministério tenha algum cuidado na implementação destas medidas”, salienta, acrescentando que o Ministério da Saúde “pode contar com a câmara para auxiliar naquilo que for melhor para a população, mas sempre na perspectiva de que esta não é a melhor solução”.O autarca defende ainda que a ambulância deverá ficar sediada em Santa Comba Dão.Por seu lado, o presidente da câmara de Mortágua diz ao DIÁRIO AS BEIRAS que apesar de também não concordar com o encerramento nocturno do SAP, “tal como foi aprovado em Assembleia Municipal”, irá acatar a decisão do Ministério da Saúde, mas desde que o fecho “seja em simultâneo nos concelhos vizinhos”.Afonso Abrantes deixa também claro que a “questão da localização da ambulância ainda tem que ser discutida”. Lembra que Mortágua “é um concelho com uma grande área e como tal justifica-se aqui a localização da ambulância”.O autarca refere também que não entende o porquê da junção dos três concelhos. “Não percebo por que Tábua e até Santa Comba Dão, se os nossos doentes vão para Coimbra e os outros vão para Viseu”, sublinha.Para o presidente do município de Mortágua, esta decisão “só terá a nosso acordo quando tivermos garantias de que as populações do concelho não vão ser prejudicadas”.Já o presidente da câmara de Tábua refere ao DIÁRIO AS BEIRAS que também não concorda com o fecho do SAP no período nocturno, mas “agora o fundamental é que os tabuenses fiquem com a melhor assistência médica possível”.Na opinião de Ivo Portela “ainda existe alguma indefinição em relação ao encaminhamento dos doentes do nosso concelho”. O edil mostra-se ainda descontente com o facto de os doentes terem que ir para a nova Unidade Básica de Saúde que será criada em Arganil. “Não estou a ver doentes de uma parte do concelho irem para Arganil, a câmara de maneira nenhuma aprova uma situação destas”, realça.As dúvidas são muitas para o autarca. “Tudo devia ser bem esclarecido e só depois é que devia ser feito o encerramento do SAP durante a noite”, salienta.O QUE É UMA SIV?A ambulância SIV (Suporte Imediato de Vida) dispõe de uma tripulação que é constituída por um enfermeiro e um técnico de ambulância de emergência. Ao nível dos recursos técnicos, a SIV dispõe da carga de uma ambulância de suporte básico de vida (material de avaliação e estabilização, quer nas vertentes de trauma e doença súbita e desfibrilhador automático externo), acrescida de um monitor-desfibrilhador e diversos fármacos, incluindo os necessários para situações de analgesia e trombólise. O equipamento das SIV permite a transmissão de electrocardiograma e sinais vitais.
In Diário As Beiras

quarta-feira, 12 de Dezembro de 2007

Luciano Pavarotti ft. Tracy Chapman - Baby Can I Hold You

Paravoti...Para nunca mais esquecer

terça-feira, 11 de Dezembro de 2007

2007, o ano do canil municipal…. Promessa não comprida


Uma das infra-estruturas que teima em não ser concretizada em Santa Comba Dão é o canil municipal. Registo o facto de, em Dezembro de 2006, num ilustrado e luxuoso boletim municipal, este executivo ter prometido que o ano de 2007 seria o ano de construção do canil municipal. A meio do ano, neste mesmo espaço, alertei que já estávamos a meio do ano e canil, nem vê-lo. Outros cronistas do Defesa da Beira alertaram para o mesmo problema. O ano chegou ao fim e a promessa do canil em 2007 não passou disso mesmo: uma promessa, por sinal uma promessa incumprida, bem ao jeito das que os políticos fazem em tempo de eleições e que, uma vez no poleiro, colocam na gaveta.
Em vez do canil, gasta-se dinheiro em automóveis escandalosamente topo de gama, em painéis de azulejos ou em obras faraónicas no Largo do Município, as quais ninguém percebe a sua razão de ser.
Enquanto isso, os nossos animais abandonados continuam a passar fome, frio encontrando tantas vezes a morte nas movimentadas estradas que atravessam o concelho.
Porque de boa vontade está o inferno cheio, regista-se aqui uma promessa não cumprida, atrevendo-me a questionar quando será efectivamente construído o canil municipal.

domingo, 9 de Dezembro de 2007

Música de Domingo - Lara Li - telepatia

Há musicas que ficam para sempre...
Está é seguramente uma delas...

sábado, 8 de Dezembro de 2007

O país está a transformar-se num paraíso de caloteiros


Contra a retirada da litigância dos tribunais e a privatização do processo de cobrança do crédito, António Marinho Pinto diz que os mais pobres saem prejudicados e que a criminalidade aumenta. O recém-eleito bastonário dos advogados pede ainda transparência nos contratos do Estado com os grandes escritórios de advocacia Diário de Coimbra – Ganhou a candidatura dos “descamisados”?António Marinho Pinto – Essa é uma expressão infeliz, que não corresponde a nenhuma forma adequada de caracterizar a advocacia portuguesa. Foi usada por um professor da Faculdade de Direito de Lisboa [Marcelo Rebelo de Sousa] com o intuito de desqualificar uma parte da advocacia portuguesa. Há advogados portugueses que têm dificuldades, sobretudo os jovens que estão a começar, porque não há clientes, nem patrocínio oficioso para todos.Combater a “desjudicialização” da Justiça foi um “slogan” seu. Como se propõe devolver a justiça aos tribunais quando estão previstos mais julgados de paz e mais centros de mediação de conflitos?Isso não é um slogan meu. É uma linha de actuação cheia de conteúdo. Só nos tribunais é que se garante verdadeira justiça. Uma justiça feita sem que as partes estejam representadas por advogados é uma farsa. A parte mais frágil economicamente e culturalmente sairá sempre prejudicada desses centros de mediação e desses julgados de paz. Os centros de mediação devem ser usados quando são procurados pelas partes. Não quando são impostos pelo Estado. Porque se as pessoas vão para Tribunal é porque não se entenderam e, justamente, para que o Estado (o Tribunal) dite a solução justa. Mas não há que aliviar a carga de processos nos tribunais e de combater a lentidão da Justiça? É necessário criar condições para responder à crescente procura da Justiça. Nós temos paradigmas medievais no funcionamento da Justiça, absolutamente inadequados para os tempos de hoje. A Justiça funciona segundo uma lógica de poder. É preciso que seja entendida como um serviço público que se presta. O que está a acontecer hoje com este processo de desjudicialização é que está a aumentar uma criminalidade enorme na sociedade portuguesa. Hoje, vemos pessoas que, para cobrar dívidas, contratam “gangsters” que vão sequestrar os devedores. Há pessoas presas por ameaçar e espancar devedores. Que soluções?Nós vivemos numa democracia e o Governo pagará caro politicamente estas opções, porque está a mutilar a cidadania. Hoje, não se pode vender a crédito, porque não há garantia, nem meios, para fazer o comprador pagar as prestações se o não quiser. O país está a transformar-se num paraíso de caloteiros, porque os tribunais deixaram de fazer esse segmento da administração da Justiça. O que se passou com a acção executiva foi um desastre. Foi a privatização de um segmento do Direito Civil que é o mais importante no processo de cobrança de um crédito. São solicitadores, hoje, que muitas vezes recorrem a seguranças privados para apreender bens. Entram pela propriedade alheia e fazem as maiores agressões ao Direito. É gravíssimo que isto tenha acontecido, promovido pelo Governo com esta ânsia liberalizadora de descongestionar e aliviar os tribunais. Com um intuito economicista e outro de satisfazer reivindicações sindicais das magistraturas. A sua acutilância verbal de campanha não acaba com a eleição para bastonário.Eu sou quem sou. Tenho 57 anos, nunca injuriei, nem ofendi ninguém. Há muita gente que se sente incomodada com o que eu digo, porque o que eu digo é verdade. E vou continuar a dizer. Não falarei em nome próprio, mas em nome da Ordem.Como vai ser a relação do bastonário com as magistraturas, que tanto criticou, o que lhe valeu a demissão da Comissão de Direitos Humanos da Ordem?Foi uma fraqueza do então bastonário Dr. José Miguel Júdice. Estava muito empenhado num espectáculo mediático a que chamou Congresso da Justiça e sacrificou um dos seus mais leais e empenhados colaboradoras para tentar levar à frente essa encenação. Aquilo nunca foi um congresso da Justiça, mas um congresso das corporações da Justiça. A ver o que cada um repartia mais entre si: mais privilégios, mais poder, mais dinheiro do Estado. Mas a minha relação com as magistraturas vai ser óptima. Os senhores magistrados e as suas organizações sabem o que eu penso. E sabem o que nos separa. Vamos encontrar, agora, aquilo que nos une. Há muitas coisas nas quais podemos cooperar. Há uma coisa só que eu exijo e que para mim é sagrada: respeito pelos advogados. Mostrou-se contra a paralisação do patrocínio oficioso se os defensores não forem pagos atempadamente. Como pretende ajudar os “parentes pobres” da classe?A ideia de paralisação é abominável para um verdadeiro advogado. Vamos fazer greve contra os nossos constituintes? Contra as pessoas que defendemos, que não têm dinheiro para constituir um advogado? Agora, o Estado tem de assumir os seus compromissos e pagar os honorários atempadamente.De que atrasos se está a falar?Os atrasos não são muitos. Poderá haver um caso ou outro. Ao contrário do que foi propalado na campanha eleitoral, a dívida hoje é insignificante comparando com o que já foi. Mas, seja o que for, o Estado tem de pagar a tempo. O Governo gasta muito dinheiro por ano, em honorários de advogados de grandes escritórios de Lisboa e Porto, e ninguém sabe quanto, nem a que serviços corresponde. Não pode atrasar-se no pagamento de honorários daqueles milhares de colegas que por todo o país garantem uma dimensão essencial do Estado de Direito, que é o acesso à Justiça por parte dos cidadãos que não têm recursos económicos para contratar advogados.Hoje, quase só os ricos têm dinheiro para pagar custas judiciais e advogados.Uma pessoa da classe média, que ganhe até 1.500 a dois mil euros por mês, dificilmente poderá ir a tribunal para defender direitos em diversas acções. Porque tem de pagar as usurárias custas judiciais, que foram aumentadas “n” vezes, justamente para afastar as pessoas do Tribunal. O Estado tem andado a vender a Justiça como se fosse um bem de luxo. Como vai ser a postura do novo bastonário em relação aos grandes escritórios de advogados?De colaboração. São colegas. Vou procurar dignificar esse sector da advocacia portuguesa.Não tem havido alguma rivalidade da sua parte?Eu faço críticas aos grandes como aos pequenos escritórios. Relativamente aos grandes escritórios, eu quero duas coisas. Primeiro, que haja transparência no relacionamento do Estado com os grandes escritórios. O Estado deve contratar escritórios por concurso público, como adjudica empreitadas. E há serviços jurídicos que custam mais do que algumas empreitadas. Eu quero saber quanto é que se paga aos advogados que prestam assessoria jurídica ao Instituto de Estradas de Portugal, a grandes contratos do Estado para aquisição de armamento para o Exército, para aquisição de submarinos, de helicópteros... Isto deve ser publicitado e devem concorrer os escritórios que quiserem e não só aqueles que o Estado escolhe. E a segunda coisa?Outra questão é a contratação de advogados. Vou tentar criar, no âmbito da Ordem, um regulamento para contratação que imponha regras a ambas as partes. Quero que os advogados sejam sempre contratados por contrato escrito, que seja um contrato de prestação de serviços e não um contrato de trabalho, para o advogado manter a autonomia técnico-jurídica e não ficar subordinado a uma entidade patronal. Os advogados não são patrões e empregados uns dos outros. São sempre colegas.“Hoje, as universidades estão a enganar os jovens”Há advogados a mais. É preciso dignificar a classe. Portanto, vai de limitar o número de estágios de acesso à profissão.Temos de limitar. Não podem entrar dois mil advogados por ano na Ordem. Não há possibilidade. A Ordem em cerca de 20 anos passou de cinco mil para quase 30 mil advogados. Quais serão os critérios?Têm de ser critérios democráticos, que garantam que tanto entra na Ordem o filho do professor catedrático, como o filho de um pescador ou de um operário. Desde que tenha qualidades para ser bom advogado. Teremos de analisar bem esta questão. Há muito interesses legítimos e respeitáveis envolvidos. Quero é definir um rácio entre as necessidades sociais do patrocínio forense e o número de advogados no mercado. Na Finlândia existe um advogado para cada 6 mil habitantes. Na Áustria um para cada 4.200. Em França, por cada 1.800 habitantes. Em Portugal existe um advogado por cada 380 habitantes. É impossível manter isto. A Ordem poderá limitar no acesso à profissão, não no acesso aos cursos de Direito.Bastava em Portugal haver cinco faculdades de Direito. Nós temos 26 cursos. Isto foi um negócio que explorou sem escrúpulos as ilusões e as esperanças de um sector da juventude portuguesa numa sociedade em crise. A maioria dos licenciados em Direito encontra saídas profissionais que não têm nada a ver com a formação académica que tiveram. Ou são jornalistas, ou vão dar aulas, ou trabalhar em funções indiferenciadas.Não deve ser o mercado a funcionar?O mercado pode funcionar quando se trata de escolher sapatos...O senhor é professor de Jornalismo, área onde acontece algo de semelhante. Não há saídas profissionais.E os licenciados em Jornalismo e em Comunicação Social estão a fazer biscates aqui e acolá ou a trabalhar nos supermercados, ou noutras coisas que não têm nada a ver com aquilo que estudaram. Isso foi outro negócio que se fez, das universidade privadas, no qual o poder político participou e condescendeu. No caso do Direito, temos de procurar que as universidades respondam às necessidades reais da sociedade e não haja cursos para responder a necessidades dos professores dessas faculdades e a privilégios de que esses professores não querem abdicar. Hoje, as universidades, incluindo as públicas, captam alunos através de publicidade comercial paga nos órgãos de informação. Estão a enganar os jovens.

In Diário de Coimbra

quarta-feira, 5 de Dezembro de 2007


domingo, 2 de Dezembro de 2007

Marinho Pinto é o 24.º bastonário dos advogados

Os advogados estão descontentes, - são muitos e a maioria tem baixos rendimentos - e acabaram de escolher para voz da classe o candidato que da forma mais genuína e inteligente se apresentou a eleições com um discurso anti-sistema. António Marinho Pinto, 57 anos, filho de um alfaiate e de uma camponesa doméstica, advogado de Coimbra em prática isolada, nascido em Amarante, foi eleito ontem o 24.º da bastonário da Ordem dos Advogados (OA) - uma das mais antigas e prestigiadas instituições portuguesas. Na sede, em Lisboa, por volta das 04.00 da madrugada de ontem, ainda se contavam os votos ali depositados, referentes ao respectivo conselho distrital, o maior do País, com cerca de 12 mil advogados, e os enviados por correspondência. A soma destes com os que chegavam dos restantes conselhos distritais - Porto, Coimbra, Évora, Faro, Madeira e Açores - era actualizada de meia em meia hora, desde as 20.00, num grande ecrã colocado no átrio da entrada. Ao longo da noite por ali foram passando dezenas de advogados da elite de Lisboa, mais para manifestar solidariedade com os perdedores do que para saudar o vencedor.Marinho Pinto, que chegou por volta das 19.30, vive em Coimbra há 37 anos e notava-se que muitos dos seus amigos e admiradores mais directos não se deslocaram ontem à sede da OA. Os demais candidatos, recorde-se, são de Lisboa.Por volta das 04.00, faltava ainda contar a Madeira, já Marinho Pinto somava 7265 votos, contra 4366 de Magalhães e Silva, 2973 de Menezes Leitão, 2205 de Garcia Pereira, e os surpreendentes 1500 votos em branco e 500 nulos - também importantes para analisar resultados.Os dois anteriores bastonários, Rogério Alves e José Miguel Júdice, tinham sido eleitos com menos de seis mil votos. A vitória do advogado de Coimbra fora expressiva. Ganhara em todos os conselhos distritais contabilizados. Já com postura de bastonário, disse aos jornalistas presentes: "Só será uma verdadeira vitória se nenhum advogado se sentir derrotado." Surpreendente foi também a vitória de José António Barreiros para presidente do conselho superior da OA, o supremo órgão da instituição. Concorreu num lista independente, sem conotação com nenhum dos candidatos a bastonário, o que constituiu um facto inédito e angariou 7413 votos, ou seja, mais votos do que o próprio bastonário. Inédito. Barreiros e Marinho Pinto passaram a campanha a atirarem-se farpas. O vencedor em Lisboa foi Carlos Pinto de Abreu, com 3416 votos, numa lista afecta a Magalhães e Silva. Foi também a primeira vez que o vencedor deste conselho distrital é de lista diferente da do bastonário. Marinho Pinto é agora o senhor da Ordem. Como prometeu, vai exercer a tempo inteiro, com um salário fixo, e limitar o acesso à profissão, que considera massificada.

sábado, 1 de Dezembro de 2007

Auto-estrada entre Coimbra e Viseu vai ter portagens

A nova auto-estrada do Centro, entre Coimbra e Viseu, substituindo o actual IP3, vai ter portagens. A garantia foi dada ontem em Oliveira do Hospital pelo secretário de Estado das Obras Públicas e Comunicações, após um almoço que reuniu autarcas e empresários da Beira Serra. É uma estrada com «valor acrescentado», justifica Paulo Campos

A auto-estrada do Centro integra um leque de cinco concessões aprovadas esta semana pelo Governo, nas quais se inclui também o novo IC12, que atravessará os concelhos de Mortágua, Santa Comba , Carregal do Sal, Nelas e Mangualde, cujo concurso público será lançado no primeiro trimestre de 2008.
Por serem duas novas ligações em perfil de auto-estrada, Paulo Campos, secretário de Estado Adjunto, das Obras Públicas e Comunicações, revelou que ambas irão ser pagas, prevendo-se o seu arranque para o início de 2009. E se no caso da nova auto-estrada até Viseu , as portagens deverão ser aplicadas em todo o trajecto, uma vez que continua a existir alternativa pelo actual IP3, no caso do IC12 , o secretário de Estado admite haver pequenos percursos que poderão não ser “portajados”, «privilegiando-se o tráfego local e aquilo que já está a funcionar», adiantou.
In Diário de Coimbra